Expectativa. Ansiedade. Suor frio. Mãos geladas. Inúmeras
mastigadas e ainda um escrever esquizo, que abarca as ações do momento, ou as
ações que atravessam os poros e se tornam matéria. Performance. Análises dessas performances. Um
agir pessoal de criação em torno do tempo e do espaço. Como se algo pudesse
acontecer e interagir a qualquer momento. Tosse de um outrem. O telefone toca.
Ufa, dessa vez não é para mim. Uma porta se abre. Não sai ninguém. A porta se
fecha, junto aos pensamentos de expectativa. Expectativa mesmo de quê? Enquanto
escrevo, meu coração pulsa. Sei exatamente o ritmo que ele bate. Erro o texto e
percebo que o coração abate qualquer senso de tranquilidade. De repente o meu
telefone toca, ânsia, desespero? Ufa, é só você me ajudando a construir um bom
final para isso aqui e dizer eu te amo. Estou novamente em paz.
